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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Loucura.


M*

31.03.15

 Loucura... às vezes, sinto-me perto dela, de cometer uma qualquer loucura. Sinto-me cansada, aborrecida, farta. Preciso de respirar, de sentir que vivo, de coisas boas. Sinto que vou enlouquecer ou, provavelmente, já enlouqueci. Talvez, a realidade seja esta, a de tentar disfarçar a loucura em que sempre vive. E, não me digam que há quem viva pior do que eu... sei-o bem, não me esqueço mas, não posso nem quero carregar com o drama do mundo. Ou, por esta altura, não escreveria estas palavras...

 

Loucura... às vezes, sinto que não sei o que é viver na realidade. Quero o meu espaço, a minha casa, o meu mundo. Um trabalho e um amor e, porque não, viagens? Quero viver a vida que sonhei e não nesta permanente loucura que me leva às lágrimas. Um dia atrás do outro e sinto-me a afundar. E os sonhos que cancelei, congelei, apaguei porque, na verdade, nem sei o que quero... o tudo e o nada, o mundo, o céu e as estrelas. Abraços, beijos, sorrisos e um simples vai ficar tudo bem.

 

Loucura... um dia, esta loucura vai-me levar a mandar tudo e todos a outro mundo. Vou enlouquecer, sei-o disso, a menos que coisas boas comecem a acontecer... e, não me peçam para fazer sentido, quando nem eu mesma me entendo nesta loucura.

 

I094039.jpg

O vestido de Jennifer.


M*

30.03.15

Gosto da Jennifer. Gosto das suas músicas e do seu ritmo embora, a verdade é que, não sou uma seguidora fiel: oiço as mais tocadas e, quando me lembro, vou saber de outras. Aliás, como a maioria que gosto mas não compro os cd's, que sigo mas nunca sei qual o último álbum lançado, que escuto mas não faço ideia por onde andam. 

 

Gosto da voz de Jennifer Lopez, das suas músicas e, presentemente, deste vestido. Fiquei fascinada com ele, apaixonada, louca... ora vejam,

 

 

Jurada do American Idol, a norte-americana subiu ao palco para dar voz à música Feel The Light, tema do filme infantil Home. O que ninguém esperava é que, para além da belíssima voz de Lopez, o vestido se transformas-se num espectáculo de cores, luzes e pedaços do filme. Uma magnífico actuação capaz de deixar qualquer um maravilhado. É, actualmente, um dos vídeos mais partilhados e, eu não fugi à regra... é, simplesmente, lindo!

 

JenniferLopez02.jpg

Cara pessoa,


M*

29.03.15

que aqui chegou, ontem, através do seguinte termo de pesquisa,

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sinceramente, o seu estado civil não me preocupa... nem um bocadinho. Mas, se tal o/a ajudar a sentir-se bem consigo, certamente que encontrarei uma solução para o seu dilema. Não quero que lhe falte nada de nada e, portanto, estarei disponível para lhe arranjar uma solução.

 

Pronto, por hoje, era isto. Quem é que pesquisa algo assim? Quase nunca estou atenta aos detalhes estatíticos e termos de pesquisa para o estaminé mas, quer-me parecer que, ando a perder momentos cómicos. 

Sobre a mudança de hora.


M*

29.03.15

As mudanças de hora, seja para a de verão ou para a de inverno, provocam-me sempre alterações ao sono. Sinceramente, detesto-as. Bastava um, não? Parece que não. Para quem não percebe a questão da mudança de hora, como eu, basta consultar este completíssimo artigo do jornal online observador... ficaram parvos com os factos desconhecidos! *

 

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 (in Sabe porque muda a hora? Esta história tem barbas.)

 

* (embora, confesse, que saltei algumas partes)

13 | Na minha estante... A Bastarda de Istambul.


M*

28.03.15

BASTARDA-DE-ISTAMBUL.jpg

 A Bastarda de Istambul é uma viagem à descoberta da história de dois países intimamente interligados entre si. Mais do que um romance, Elif Shafak convida-nos a mergulhar na memória de quem sobreviveu ao genocídio arménio comentido pelo Império Otomano, entre 1915 e 1917. Com sabedoria, usando e abusando, Shafak recorre à ironia e sarcasmo para relembrar os crimes do passado. A Bastarda de Istambul é, a meu ver, uma espécie de critica a turcos e arménios. De um lado, um povo que finge nunca ter cometido os crimes e, aqueles que admitem a sua existência, parecem descartar-se dos mesmo porque aconteceram sob domínio de um Império e não da actual Turquia; do outro lado, arménios que, de geração em geração, alimentam sentimentos sob o massacre arménio passando aos mais novos e cem anos depois, as memórias das atrocidades de quem sobreviveu. É, igualmente, uma critica a um país divido entre a modernidade e a tradição, entre o Ocidente e o Oriente, bem como ao papel das mulheres naquele país.

 

Elif Shafark dá-nos a conhecer duas jovens oriundas de famílias distintas, cujos sentimentos se assemelham e de vidas intimamente interligadas. Aysa, uma jovem determinada e irreverente, nasceu e sempre viveu em Istambul, numa casa rodeada de mulheres. Na família Kazanci os homens, em virtude de uma misteriosa maldição, vivem até perto dos quarenta anos de idade. Portanto, Aysa cresceu numa família de mulheres com personalidades distintas, encerrando em si, segredos e mistérios. Armanoush, é a prima arménia-americana de Aysa, a enteada de um tio que nunca conheceu, Mustafa, uma jovem introvertida e apaixonada por livros que, um dia, decidi conhecer a outrora cidade da família. A chegada da prima, levará Aysa numa viagem ao passado secreto da família e à história que interliga arménios e turcos.

 

A Bastarda de Istambul, nomeado para o Orange Prize For Fiction, é o primeiro romance traduzido e publicado, em Portugal, de Elif Shafak. Nascida em 1971, em França, é das escritoras mais lidas na Turquia e aclamada pela critica como uma das escritoras mais originais. Formada em Ciências Políticas, a leccionar em universidades dos EUA, Reino Unido e Turquia, Shafak dá voz, nos seus livros, às mulheres, minorias e subculturas. Uma última nota sobre este livro e a sua escritora: em 2006, foi levada a tribunal por "denegrir a identidade turca" em virtude de algumas palavras utilizadas pelas personagens arménias, mas as acusações acabaram por ser retiradas.

 

O meu interesse e curiosidade por A Bastarda de Istambul nasceu graças às diversas notícias a que tive acesso, além de envolver conteúdo da história internacional e visão actual das sociedades mencionadas - sobretudo da turca. Em si, a sinopse não me despertou especial atenção mas, de facto, o marketing é uma arma poderosa... e, neste caso, ainda bem. De facto, Shafak escreve de forma original, irónica e sarcásticas, prende-nos a cada palavra, a cada frase e, rapidamente, conseguimos nutrir sentimentos de empatia pelas personagens; embora, exija especial leitura, pela temática e por saltar entre o presente e o passado. A capa é, para mim, uma das mais bonitas que vi em livros e, quanto ao título, considero que se enquadra perfeitamente na história... até porque, o final é surpreendente.

 

Por tudo isto, espero, sinceramente, que outros livros de Elif Shafak sejam traduzidos para português. Recomendo, por conseguinte, a leitura deste livro.

Armanoush tinha a sensação de que sob as constantes objecções da tiazinha Varsenig às suas leituras se encontrava uma preocupação mais estrutural, se não primordial: um instinto de sobrevivência. Simplesmente não queriam que ela brilhasse demasiado, que se destacasse do rebanho. Escritores, poetas, artistas e intelectuais foram os primeiros dentro do millet arménio a serem exterminados pelo antigo governo otomano. Tinham-se livrado primeiro dos "cérebros" e só depois começado a extraditar os restantes - os leigos. Como muitas famílias arménias na diáspora, ali a são e salvo mas nunca totalmente à vontade, os Tchakhmakchian sentiam-se simultaneamente eufóricos e humilhados quando uma das suas crianças lia demasiado, pensava demasiado, desviava-se demasiado da normalidade.

 

* (mais sobre o livro em Editorial Presença

** (outras frases em Dos Meus Livros)

Pág. 1/7

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