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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Gestos que valem mil palavras,


M*

20.02.15

 

"Sou muçulmano. Sou rotulado de terrorista. Eu confio em ti. Confias em mim? Dá-me um abraço!"

 

* (retirado daqui)

Tempo... doce e cruel, tempo.


M*

20.02.15

E, a verdade é que, o tempo é o mais perverso no esquema da vida. Ora faz sentir que os dias avançam depressa, quase como que a correr, ora nos engana e nos deixa angustiados. Um ano parece tanto tempo e, quando damos por nós, trezentos e sessenta e cinco dias passaram a voar, quase que nem sentimos. O tempo é cruel quando somos para lá de felizes, fazendo-o passar sem que o notemos e amargo para quem aguarda ansiosamente por algo ou alguém... quanto mais os dias passam, desvanecesse a esperança. Mas, estupidamente, vivemos no tempo certo. Uns acreditam que os dias passam a voar, outros - como eu, às vezes - extremamente devagar e, no entanto, ele é igual a todos. Nem mais nem menos. 

 

O tempo é cruel e, na crueldade do tempo, creio que parte de mim se perdeu no decorrer do tempo, dos anos...

 

É doce e cruel, é saboroso, com sabor a chocolate e estúpido, uma ferida que moei e moei, sem querer sarar. Sou menina em corpo de mulher, conservo os sonhos de adolescente porque, vai-se lá entender, o tempo nunca quis que os vivesse naquele tempo e, porém, o tempo não parou... ontem tinha dezoito e dava os primeiros passos na universidade e numa nova cidade; hoje, aos vinte e seis aguardo ansiosamente por alcançar os planos de à um ano e, amanhã, quando der por mim, já estarei a completar os vinte e sete e nem sei se o tempo terá mudado para mim. Perdi-me nos tempos alegres, do nós e dos amigos e, ainda hoje, dou por mim a debater sobre o dia em que o tempo mudou. Dou por mim a pensar no ontem e a imaginar o amanhã e, nem sonhos consigo sonhar.

 

Perverso e duro é o tempo, não o destino, que brinca com a felicidade e a ansiedade e nos faz andar numa corda bamba, quais animadores do tempo. Estúpido! Passas a voar quando somos felizes e dolorosamente lento quando necessitamos de encontrar algo ou alguém para lá dos dias monótono. E, no tempo, não sei quando perdi a capacidade de sonhar com o amanhã...

Na caixa de mensagens,


M*

19.02.15

Olá M. Para já gostaria imenso de saber onde mora e qual é a sua profissão. Eu, desde criança sempre acalentei o sonho de conhecer inglaterra e falo muito bem inglês. Tenho até um curso, e era a melhor na escola. Gosto de espanha e já lá fui e se pudesse escolher onde morar, ía morar para Las Palmas mas ilhas canárias. Adorei aquela ilha. Mas não perdi a esperança de ir a inglaterra . Bjs

 

Caro/a Anónimo/a,

 

Desde já, o meu enorme obrigada pela sua mensagem e por, de alguma maneira me acompanhar ou, pelo menos, ter dedicado uns minutos do seu tempo a ler o meu texto sobre Espanha. Ora, sobre mim e sobre as suas questões... 

 

Não me tome por indelicada mas, por razões que julgo serem evidentes, apenas lhe posso dizer que moro algures nas zonas de fronteira do Norte de Portugal. Excepto as zonas minhas vizinhas espanholas, Barcelona, Lloret del Mar e Mérida, não estive em mais parte alguma de Espanha. E, devo acrescentar que, à excepção de Lloret del Mar, pouco ou nada conheci das restantes. Quanto a Inglaterra, admito que nunca foi país que desperta-se a minha atenção e, confesso, tenho sérios problemas para compreender e aprender a língua inglesa; embora esteja a tirar um curso.

 

 

Por fim, em relação à profissão, vou ser sincera: nem eu mesma sei qual seja! Ok, vamos por partes... O curso em que me formei detêm uma designação mas, a verdade, é que a maioria daqueles que o frequentaram raramente encontram trabalho nessa área ou com essa designação. Passam a ser apelidados de tudo, menos o que realmente estudamos. Poucos de nós, de facto, adquirem o título do curso que frequentaram. Portanto, estudei na área das Ciências Sociais e Comportamentais, num curso onde quase sempre se impõem a pergunta mas para que raio dá isso? ou mas que raio é isso? para tanta coisa e tanto nada. Em resumo, dizer que sou desempregada serve como profissão? É um emprego a tempo inteiro... vá por mim!

 

Qualquer questão adicional, disponha. Ou, se preferir, utilize o email do blog, algures ali na barra lateral à esquerda, a cartinha no meio da casinha e do de facebook.

 

Beijos,

M*

_____________________________________________

 

Entretanto, amanhã regresso com o habitual... com qualquer parvoíce/pensamento que me venha à alma; embora, confesse, não ando muito amiga da escrita.  

11 | Na Minha Estante... A Confissão da Parteira.


M*

19.02.15

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 A Confissão da Parteira é mais do que uma capa bela e um título apelativo, é uma viagem de mistério e descoberta sobre ao passado de três mulheres unidas pelo sangue da amizade. 

 

Noelle, mostra ser uma mulher feliz e apaixonada pela vida e pela profissão que escolheu ainda em menina, ajudar bebés a nascer; excêntrica e misteriosa, é inseparável das amigas que conhecem na faculdade. Porém, quando Noelle se suicida, as amigas Tara e Emerson empreendem uma viagem para encontrar respostas ao desfecho trágico. A carta por terminar de Noelle transformará a vida das amigas, mostrando-lhe uma Noelle que não conheciam... e, aos poucos e poucos, decifrando o mistério que as envolve. Cada segredo revelado por Tara e Emerson é um novo mistério - aliás, julguei, uma ou outra vez, ter desvendado o mistério de Noelle mas, uma nova página levava a mais um segredo.

 

A Confissão da Parteira mais do que mentiras, segredos e mistério, conduz-nos aos caminhos da amizade, das relações conjugais, das relações entre mães e filhos adolescentes e ao peso da maternidade. Um livro que nos leva a reflectir, desencadeando uma montanha russa de sentimentos, onde ora compreendemos Noelle ora a detestamos... é, na verdade, uma história intensa e tocante.

 

Diane Chamberlain recheou o livro de histórias familiares dinâmicas e reais e de temas polémicos, como o suicídio ou as barrigas de aluguer, numa escrita envolvente, inteligente e fluida. Dizem que este é um livro para os fãs de Jodi Picoult. Para mim, sendo o primeiro livro que leio de Chamberlain, considero que Diane e Jodi se aproximam na forma como nos levam a envolver com as personagens.

 

É uma leitura que recomendo, não só aos fãs de Picoult, mas a todos aqueles que gostem de romances familiares recheados de surpresa e mistério. E, não se deixem enganar pela capa fofa... A Confissão da Parteira está longe de ser um romance melodramático. 

- Às vezes as pessoas guardam as coisas dentro delas (...) Até as pessoas que nos são mais próximas. Nunca as conhecemos verdadeiramente. 

 

* (mais informações sobre o livro em Editorial Presença)

** (mais frases do livro em Dos Meus Livros)

Carnaval...


M*

17.02.15

Já fui cigana, bruxa e boneca. Mas, a verdade é que, não gosto do Carnaval. É, quiçá, da altura do ano que menos piada lhe acho. Não me diz nada.

 

Fui cigana e bruxa para não ser do contra. Para não ser a chata, a aborrecida, a conservadora que prefere noites em casa a ver filmes ou a ler, que prefere o quente das mantas à noite fria, que prefere o seguro ao inseguro. Não gosto do Carnaval porque não gosto de homens mal vestidos de mulheres e vice-versa, de adultos vestidos de crianças, de fitinhas, confetes, bombinhas e mais uns brinquedos carnavalescos. Não gosto de pessoas a fingirem o que não são por se esconderem sob uma fantasia ou a meterem-se com desconhecidos protegidos por tecidos e maquilhagem. Não gosto da frase é Carnaval, ninguém leva a mal que tudo parece desculpar. 

 

Nunca me mascarei, em criança, de princesa, sevilhana ou chinesa. Mas, provavelmente, era das fantasias que mais desejava. Não gosto do Carnaval faz muitos anos. Deixei de gostar do Carnaval ainda em criança, quando me obrigavam a vestir de tudo o que eu menos queria. Deixei de gostar quando uma professora nos trancou na sala de aula, no nono ano, até os responsáveis pela bombinha de cheiro em plena aula se denunciarem. Deixei de gostar porque não acho que uma noite ou uma frase, seja lá o que for mais, justifiquem certas atitudes, certos pedidos - que, poderiam ocorrer em qualquer altura mas, nesta, parecem ser justificáveis.

 

Não gosto do Carnaval e chamem-me o que quiserem. Não entendo, para escrever a verdade, qual a piada do dia.

 

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 (Na Idade Média é que era bom)

(e, ao entrar no facebook, deparei-me com esta imagem... muito adequado, ahahahah!)

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