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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 28 anos*

Um Mar de Pensamentos

Sobres os Óscares 2015: a opinião modesta de uma leiga.

Confesso-me: não era para fazer nenhum comentário à noite glamorosa dos Óscares. Não vi Birdman porque, sinceramente, o trailler não me despertou a curiosidade. Vi The Grand Budapest Hotel e, valeu a pena pelo cenário, caracterização e música (e, provavelmente, algo mais que não me recordo) porque, de resto, não gostei do filme. Boyhood é outro que tal. Tantas críticas negativas e perdi-lhe a curiosidade em ver. Portanto, os meus preferidos eram A Teoria de Tudo e O Jogo da Imitação. E, independentemente dos prémios, são os meus vencedores. O prémio de melhor actor é, certamente, mais do que justo. Eddie Redmayne esteve maravilhoso, embora também Benedict Cumberbatch não lhe ficasse atrás. Um ou outro, para mim, eram mais do que justos vencedores. Os restantes nomeados, ou porque ainda não saíram no universo da internet ou porque nada me chamam à curiosidade, não posso avaliar... e, ando ansiosa por ver SelmaO Meu Nome É Alice e a interpretação de Julianne Moore (embora já saiba que esta moça vá lá estar e eu não goste dela... nunca achei grande actriz, mas enfim...)

 

Seja como for e, uma vez que toda a gente dá palpites sobre os vestidos das mulheres nos Óscares (percebo tanto disto que passei o tempo todo a escrever Globos de Ouro), eis a minha opinião:

 

KEIRA KNIGHTLEY In Valentino.jpg

felicity jones.jpg

 

Li diversas opiniões negativas sobre estes dois vestidos. Uns dizem que a Keira quis imitar o péssimo vestido de casamento da Angelina Jolie e, sobre Felicity, fala-se que parece uma noiva. Ora, na humilde opinião de quem pouco entende de moda, ambas estão lindas. O vestido de Keira é amoroso e, de longe, o melhor que ela usou nestes eventos. E, verdade seja dita, eu acho graça aos padrões do vestido, tal como achei graça ao vestido de casamento de Jolie. Quanto a Felicity, embora confesse que não tenha gostado dela no filme A Teoria de Tudo (não sei porque, mas não gostei) está gira e lindíssima. Parecendo ou não uma noiva, o vestido é simples e, para mim, muito bonito. Quem dera a mim, um dia, usar uma coisa assim. Chamem-me pirosa, chamem-me o que quiserem, mas já vi vestidos mais feios do que estes dois. Juro que sim. E, desculpem-me, não me importava de os usar... (e, agora, vou até ali esconder-me dos nomes) olhem, não agradamos a todos!

 

E, para finalizar, também gostei destes...

REESE WITHERSPOON In Tom Ford.jpg

JENNIFER LOPEZ In Elie Saab .jpg

GWYNETH PALTROW In Ralph & Russo Couture.jpg

Dakota Johnson.jpg

 

Patricia Arquette.jpg

cate blanchet margiela.jpg

anna kendrick.jpg

nancy_odell.jpg

 

Pronto, era isto. Não vi os Óscares 2015 porque, definitivamente, o meu sono é sagrado e, excepto para me divertir com amigos, nada me roubaria horas à minha cama para ver vestidos, prémios e discursos. Ainda assim e embora nem estivesse com vontade de o fazer, aqui fica a minha modesta opinião e a partilha pelo que aparenta ser vestidos pindéricos. 

Gestos que valem mil palavras,

 

"Sou muçulmano. Sou rotulado de terrorista. Eu confio em ti. Confias em mim? Dá-me um abraço!"

 

* (retirado daqui)

Tempo... doce e cruel, tempo.

E, a verdade é que, o tempo é o mais perverso no esquema da vida. Ora faz sentir que os dias avançam depressa, quase como que a correr, ora nos engana e nos deixa angustiados. Um ano parece tanto tempo e, quando damos por nós, trezentos e sessenta e cinco dias passaram a voar, quase que nem sentimos. O tempo é cruel quando somos para lá de felizes, fazendo-o passar sem que o notemos e amargo para quem aguarda ansiosamente por algo ou alguém... quanto mais os dias passam, desvanecesse a esperança. Mas, estupidamente, vivemos no tempo certo. Uns acreditam que os dias passam a voar, outros - como eu, às vezes - extremamente devagar e, no entanto, ele é igual a todos. Nem mais nem menos. 

 

O tempo é cruel e, na crueldade do tempo, creio que parte de mim se perdeu no decorrer do tempo, dos anos...

 

É doce e cruel, é saboroso, com sabor a chocolate e estúpido, uma ferida que moei e moei, sem querer sarar. Sou menina em corpo de mulher, conservo os sonhos de adolescente porque, vai-se lá entender, o tempo nunca quis que os vivesse naquele tempo e, porém, o tempo não parou... ontem tinha dezoito e dava os primeiros passos na universidade e numa nova cidade; hoje, aos vinte e seis aguardo ansiosamente por alcançar os planos de à um ano e, amanhã, quando der por mim, já estarei a completar os vinte e sete e nem sei se o tempo terá mudado para mim. Perdi-me nos tempos alegres, do nós e dos amigos e, ainda hoje, dou por mim a debater sobre o dia em que o tempo mudou. Dou por mim a pensar no ontem e a imaginar o amanhã e, nem sonhos consigo sonhar.

 

Perverso e duro é o tempo, não o destino, que brinca com a felicidade e a ansiedade e nos faz andar numa corda bamba, quais animadores do tempo. Estúpido! Passas a voar quando somos felizes e dolorosamente lento quando necessitamos de encontrar algo ou alguém para lá dos dias monótono. E, no tempo, não sei quando perdi a capacidade de sonhar com o amanhã...

Na caixa de mensagens,

Olá M. Para já gostaria imenso de saber onde mora e qual é a sua profissão. Eu, desde criança sempre acalentei o sonho de conhecer inglaterra e falo muito bem inglês. Tenho até um curso, e era a melhor na escola. Gosto de espanha e já lá fui e se pudesse escolher onde morar, ía morar para Las Palmas mas ilhas canárias. Adorei aquela ilha. Mas não perdi a esperança de ir a inglaterra . Bjs

 

Caro/a Anónimo/a,

 

Desde já, o meu enorme obrigada pela sua mensagem e por, de alguma maneira me acompanhar ou, pelo menos, ter dedicado uns minutos do seu tempo a ler o meu texto sobre Espanha. Ora, sobre mim e sobre as suas questões... 

 

Não me tome por indelicada mas, por razões que julgo serem evidentes, apenas lhe posso dizer que moro algures nas zonas de fronteira do Norte de Portugal. Excepto as zonas minhas vizinhas espanholas, Barcelona, Lloret del Mar e Mérida, não estive em mais parte alguma de Espanha. E, devo acrescentar que, à excepção de Lloret del Mar, pouco ou nada conheci das restantes. Quanto a Inglaterra, admito que nunca foi país que desperta-se a minha atenção e, confesso, tenho sérios problemas para compreender e aprender a língua inglesa; embora esteja a tirar um curso.

 

 

Por fim, em relação à profissão, vou ser sincera: nem eu mesma sei qual seja! Ok, vamos por partes... O curso em que me formei detêm uma designação mas, a verdade, é que a maioria daqueles que o frequentaram raramente encontram trabalho nessa área ou com essa designação. Passam a ser apelidados de tudo, menos o que realmente estudamos. Poucos de nós, de facto, adquirem o título do curso que frequentaram. Portanto, estudei na área das Ciências Sociais e Comportamentais, num curso onde quase sempre se impõem a pergunta mas para que raio dá isso? ou mas que raio é isso? para tanta coisa e tanto nada. Em resumo, dizer que sou desempregada serve como profissão? É um emprego a tempo inteiro... vá por mim!

 

Qualquer questão adicional, disponha. Ou, se preferir, utilize o email do blog, algures ali na barra lateral à esquerda, a cartinha no meio da casinha e do de facebook.

 

Beijos,

M*

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Entretanto, amanhã regresso com o habitual... com qualquer parvoíce/pensamento que me venha à alma; embora, confesse, não ando muito amiga da escrita.