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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Sei que ...


M*

26.02.15

... não percebo nada de maquilhagem quando tento disfarçar o acne que me atormenta desde que me lembro de ser eu e escuto um,

 

Mas o que é que tu andas a fazer com a cara?

 

Confesso que, no fundo, no meu mais profundo eu, bem lá no fundo, apeteceu-me responder que olha, acordei nesta bela manhã e apeteceu-me destruir o meu rosto com acne, só para ser diferente do habitual mas, a verdade é que me limitei a um simpático nada

 

Tentei disfarça, através de um BB cream e de mais umas tretas, as minhas mais recentes marcas de acne mas, aparentemente, percebo tanto de maquilhagem como de futebol... nada. Uso apenas e religiosamente um creme hidratante na cara e, pouco mais. Quando me dá na telha, um lápis preto nos olhos e um pouco de rímel. De resto, não compreendo absolutamente nada. Nem de sombras, pós, cremes e pincéis para isto e aquilo. E, admito, desconfio que nem lá vou com um manual de instruções. 

Levo-te comigo.


M*

25.02.15

Presente em cada sonho. Nos dias que vivo, nos sons que escuto, nas cores que me rodeiam e pintam os meus olhos. Levo-te comigo. Na tristeza dos dias, nos sorrisos sinceros do presente, nos sonhos do amanhã. Levo-te comigo. Nos livros que partilho contigo, nos passos pelas ruas da vila, na ausência que sinto de ti. Sinto-te comigo. No frio que me barre a alma e o corpo, quando mergulho nos pensamentos do amanhã e te sinto num livro. Sinto-te comigo. Quando fecho os olhos invades sempre os meus sonhos, abraçando-me e sussurrando as palavras que ansiamos ouvir dos lábios um do outro.

 

Levo-te comigo. Sinto-te comigo. Que coisa tão traiçoeira, a solidão. Faz-nos sentir a presença de quem não conhecemos, quiçá, nem exista. Amo-te. Sem saber se existes. Amo-te e não consigo ver o teu rosto no cinzento dos sonhos. E, no meio destas parvoíces que para aqui escrevo, sinto-te e levo-te comigo. Solidão, quiçá sejas esse o teu nome... e, agora escrevo ao desconhecido e à solidão e julgo que estou a ficar louca.

 

E, no dia em que o destino juntar os nossos caminhos, será que te vou conhecer e sentir nas cores dos dias... para lá de um sonho? 

A ler,


M*

24.02.15

20150224_103604 (1).jpg 

- Não seríamos homens se não sentíssemos dor e raiva com o que aconteceu. Todos sofremos.

- Sim, nós também tivemos muitos feridos.

- Nós... vocês... Porque é que falamos assim, Mohamed? Quem são vocês? Quem somos nós? Por acaso não somos os mesmos que sempre fomos? Em que é que isso nos diferencia?

- Nós somos árabes, vocês judeus, outros são cristãos...

- E então? A quem é que importa o Deus a que reza cada um? E o que acontece com aqueles, como eu, que não rezam? - Samuel olhava para os olhos de Mohamed.

- Eu ouço-te falar e penso como tu, mas depois, quando vou lá para fora, vejo que as coisas são diferentes, que nós, homens, somos diferentes.

- Diferentes? Não me parece que sejamos diferentes. Todos temos duas mãos, dois pés, uma cabeça... Todos nascemos de uma mãe. Todos sentimos medo, amor, ódio, ingratidão, ciúmes... Quem é que te diz que somos diferentes? Ninguém é mais nem melhor do que os outros.

- Nisso estás enganado, alguns homens são melhores do que outros Samuel. O meu pai era um deles.

- Sim, tens razão, alguns homens são bons.

20150224_103645.jpg

 

Sinopse:

Um romance extraordinário sobre o conflito israelo-árabe retratando personagens inesquecíveis, cujas vidas se entrelaçam com os momentos-chave da história a partir do final do século XIX a meados do século XX, e recriando a vida em cidades emblemáticas como São Petersburgo, Paris e Jerusalém. Aqui Julia Navarro conduz o leitor através de relações duras de homens e mulheres que lutam por uma parcela de terra onde possam viver em paz.
 
* (mais informações sobre o livro em wook)

Sessenta e quatro dias depois,


M*

23.02.15

o postal chegou à Rússia e eu, que o achava perdido, algures naquelas confusões do leste, perguntava à moça se não o teria esquecido. Na verdade, não o esqueceu, demorou a chegar, mas diz que chegou, sem código de identificação é bem verdade - nem sei como me esqueci de um factor essencial no postcrossing -, mas chegou - e, nossa sorte, foi trocarmos mensagens. Tomará que o postal para a China demore menos...

Sobres os Óscares 2015: a opinião modesta de uma leiga.


M*

23.02.15

Confesso-me: não era para fazer nenhum comentário à noite glamorosa dos Óscares. Não vi Birdman porque, sinceramente, o trailler não me despertou a curiosidade. Vi The Grand Budapest Hotel e, valeu a pena pelo cenário, caracterização e música (e, provavelmente, algo mais que não me recordo) porque, de resto, não gostei do filme. Boyhood é outro que tal. Tantas críticas negativas e perdi-lhe a curiosidade em ver. Portanto, os meus preferidos eram A Teoria de Tudo e O Jogo da Imitação. E, independentemente dos prémios, são os meus vencedores. O prémio de melhor actor é, certamente, mais do que justo. Eddie Redmayne esteve maravilhoso, embora também Benedict Cumberbatch não lhe ficasse atrás. Um ou outro, para mim, eram mais do que justos vencedores. Os restantes nomeados, ou porque ainda não saíram no universo da internet ou porque nada me chamam à curiosidade, não posso avaliar... e, ando ansiosa por ver SelmaO Meu Nome É Alice e a interpretação de Julianne Moore (embora já saiba que esta moça vá lá estar e eu não goste dela... nunca achei grande actriz, mas enfim...)

 

Seja como for e, uma vez que toda a gente dá palpites sobre os vestidos das mulheres nos Óscares (percebo tanto disto que passei o tempo todo a escrever Globos de Ouro), eis a minha opinião:

 

KEIRA KNIGHTLEY In Valentino.jpg

felicity jones.jpg

 

Li diversas opiniões negativas sobre estes dois vestidos. Uns dizem que a Keira quis imitar o péssimo vestido de casamento da Angelina Jolie e, sobre Felicity, fala-se que parece uma noiva. Ora, na humilde opinião de quem pouco entende de moda, ambas estão lindas. O vestido de Keira é amoroso e, de longe, o melhor que ela usou nestes eventos. E, verdade seja dita, eu acho graça aos padrões do vestido, tal como achei graça ao vestido de casamento de Jolie. Quanto a Felicity, embora confesse que não tenha gostado dela no filme A Teoria de Tudo (não sei porque, mas não gostei) está gira e lindíssima. Parecendo ou não uma noiva, o vestido é simples e, para mim, muito bonito. Quem dera a mim, um dia, usar uma coisa assim. Chamem-me pirosa, chamem-me o que quiserem, mas já vi vestidos mais feios do que estes dois. Juro que sim. E, desculpem-me, não me importava de os usar... (e, agora, vou até ali esconder-me dos nomes) olhem, não agradamos a todos!

 

E, para finalizar, também gostei destes...

REESE WITHERSPOON In Tom Ford.jpg

JENNIFER LOPEZ In Elie Saab .jpg

GWYNETH PALTROW In Ralph & Russo Couture.jpg

Dakota Johnson.jpg

 

Patricia Arquette.jpg

cate blanchet margiela.jpg

anna kendrick.jpg

nancy_odell.jpg

 

Pronto, era isto. Não vi os Óscares 2015 porque, definitivamente, o meu sono é sagrado e, excepto para me divertir com amigos, nada me roubaria horas à minha cama para ver vestidos, prémios e discursos. Ainda assim e embora nem estivesse com vontade de o fazer, aqui fica a minha modesta opinião e a partilha pelo que aparenta ser vestidos pindéricos. 

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