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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Hora da leitura com,

 

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Tinha saudades da Jodi. O primeiro livro que li dela, Para a Minha Irmã, fez-me sorrir e chorar. Depois vi o filme e, tal como no livro, sorri e chorei. Vivi intensamente cada personagem, colocando-me no seu lugar, os sentimentos e revoltas de cada um. A revolta de Jesse, o drama da doença de Kate, os medos de Anna e o misto de sentimento dos pais. Livro e filme marcaram-me de tal forma que, invariavelmente, entraram na categoria dos favoritos, no top cinco daqueles que chamais esquecerei.

 

Já tinha saudades da Jodi e da forma como escreve, obrigando-nos a entrar na papel das personagens. Deixamos o nós de lado para vestir a pele de Jacob, Emma, Theo e demais personagens. Gosto de sentir os sentimentos das personagens e, Picoult parece ser mestre na arte dos sentimentos e da envolvência entre leitor e personagens. 

 

 

No Seu Mundo gira em torno de um adolescente, Jacob e do síndrome de Asperger (o link remete para a APSA, Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger), uma variante de Autismo e, embora ainda esteja no início, relata os dramas da mãe, Emma, que tudo faz para o ajudar e de Theo, o irmão dito normal, que se sente tão diferente e solitário como Jacob.

 

O síndrome de Asperger não é me totalmente um desconhecido: assisti, em tempos, ao filme de animação Mary and Max, um drama com tanto de intenso como de belo - e que aconselho a quem queira aprofundar a temática.

 

É, ao fim das quase cento e cinquenta páginas, uma emocionante história, capaz de me roubar algumas lágrimas, tal como aconteceu em Para a Minha Irmã e Tudo Por Amor

Ter um irmão,

como o meu, grande em tamanho e de força maluca, é...

 

- nunca ter o banco do carro na mesma posição - e, lá ando eu, sempre que preciso do carro, a ajustar o banco a mim (e, quem diz banco, diz espelho e retrovisor),

- pegar no automóvel quase sem combustível - e saber que, quando o carro fica em casa, é porque estás nas reservas,

- é saber que preciso de quase comer um boi (como eu lhe digo) para conseguir tirar o travão de mão - sim, é uma tarefa penosa que, por várias vezes, me deixou a transpirar,

- e, quando é ele a conduzir (porque diz que sou uma lesma) tentar ler e não conseguir...

 

Pronto. É isto. Coisas de irmãos e que me deixa sempre com vontade de esgana-lo (tarefa impossível graças à altura e tamanho do moço). 

Cometi uma loucura,

uma loucura saudável (embora a carteira não compartilhe da minha opinião), uma loucura que desejava cometer há muito. Comprei o Diário de Leituras da Bertrand,

 

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A primeira vez que, algures no passado, os meus olhos pousaram naquele caderno preto e letras brancas, apaixonei-me de imediato e senti que, mais tarde ou mais cedo, teria de ter um. O tempo passou e nunca tive oportunidade de adquirir um. No Natal, ainda acalentei a esperança, depois de mencionar o tema cá em casa, de vir a receber o diário. Nada. Todavia, com o dinheiro que recebi, eis a oportunidade... não esperei nem mais um dia e, nos primeiros dias do ano, trouxe-o comigo. E, como tal, já recebeu uso,

 

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Bem sei que foi um gasto desnecessário mas, volta e meia, também mereço mimar-me. Oh, se todas as loucuras do mundo fosse como esta a minha...

Um mar de livros... estou a ler,

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