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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

book.it,

...é o nome da minha DESGRAÇA (assim com caps lock e tudo)! É isso e o raio da promoção que ainda se mantêm... e eu, que apenas queria encontrar uma lembrancinha de Natal, acabei por trazer mais três livros. Pronto. Agora a lista de livros em espera ultrapassa os cinco e eu ainda nem acabei de conhecer a D. Maria II (e, adianto, que mulher extraordinária)

 

 

 

* (ah, e consegui a minha prenda!)

Postais,

sempre gostei de postais. Tenho postais de cariz religioso que, todos os Natais e Pascoas, as catequistas faziam questão de oferecer; postais das cidades ou vilas por onde andei; postais cheios de recordações e História; postais com animais oferecidos pela National Geographic (dos tempos em que a revista trazia um brinde); postais com plantas, flores e desenhos ou os simples postais das empresas com que o meu pai negociava e que, a cada ano, recebia um diferente. Quase todos guardei numa grande gaveta do quarto que durante anos partilhava com a minha irmã mais nova (não a gaveta, mas o quarto), a chamada gaveta das memórias - para além de postais, guardava mil e uma pequenas coisas, como fotografias, desenhos, bilhetes de comboio ou cinema, qualquer coisa que, em algum momento, me tivessem feito feliz (a minha mãe baptizou-a de gaveta das tralhas, uma vez que não via utilidade em guardar tralha). Sempre gostei de guardar coisas. Durante anos coleccionei postais de todas as formas, cores e feitios mas, se tivesse de escolher os meus preferidos, seriam estes,

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recheados de História, memórias de um tempo distante, que nunca vivi mas que sempre fascinou e seduz. É, simultaneamente estranho e maravilhoso olhar para algumas destas cidades, ruas ou pontes que tão bem conheço, e contemplar o passado olhando-as no presente... ou, às desconhecidas, pela beleza do postal. Sou uma apaixonada por História. Pelo passado que nos relatam nas salas de aula e pelo passado que ninguém menciona e que se aprende através de postais, memórias, filmes, livros bibliográficos ou romances (com uma pitada de fantasia e outra de realidade). O passado, para muitos é uma tédio, para mim, uma fonte para entender quem somos, como somos e para onde vamos (como dizia um dos meus professores universitários que leccionava História)

 

Com as mudanças na minha vida, como a ida para a Universidade ou as obras feitas nos quartos, a gaveta desapareceu e muitos dos meus postais perderam-se.

 

Regressando à ideia dos postais e colocando a minha paixão pela História de parte, descobri um site onde os utilizadores podem partilhar postais. Chama-se Postcrossing. A ideia é dar uso às caixas de correio para lá das habituais cartas com contas para pagar e de publicidade. O projecto partiu de um português a morar na Alemanha cansado de receber sempre as mesmas cartas, sendo a surpresa o ingrediente principal. Enviar um postal e receber um postal que pode vir de qualquer parte do mundo, sem nunca contarmos ou prevermos é, simplesmente, fantástico! Depois, basta registar o postal no site para que os restantes utilizadores o possam ver e continuar a partilhar postais... Eu já me inscrevi e, embora o site esteja na língua de Shakespeare e da Rainha Victoria (culpa do livro que ando a ler e que estou, numa palavra, a amar) e não seja grande entendedora, lá vou fazendo o esforço para escrever e ler em inglês (também sou preguiçosa e, portanto, uma força de me obrigar a relembrar e de treinar). Tudo em nome deste bichinho engraçado que são os postais. Postais são

 

mensagens curtas e simples, ilustradas com uma imagem que mostra uma pequena janela para outro ponto do mundo.

 

O meu primeiro postal parte hoje; destino: Alemanha. Quando receber o primeiro, logo o partilho por aqui...

 

 

* (os postais da imagem fazem parte da Colecção Selos e Postais de Portugal: três séculos de História dos CTT e, sinceramente, não me recordo como os coleccionei... mas são lindíssimos e sobreviveram às mudanças e a minha irmã!)

Obrigado,

pelos destaques, 

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Escrevi o texto destacado há algumas semanas, talvez aquando da divulgação do segundo trailler do filme e depois de mais umas quantas partilhas excitadas do mesmo no facebook. É um daqueles textos que ficam a fermentar nos rascunhos como que esperando pela melhora altura para o publicar... e, sem qualquer motivo ou talvez porque não tinha mais nada para escrever, acabou publicado à dois dias. Escrevi o que me veio à alma, consciente despertaria amores e ódios de quem lê-se. Jamais imaginei que fosse alvo de destaque. Mas, ainda bem que o foi... Li comentários que me fizeram reflectir, algumas opiniões contrárias mas fundamentadas e os típicos comentários negativos e sem fundamento (que, não merecem qualquer atenção). A todos, do mais positivo ao mais negativo (mesmo aos que me crucificaram pelo erro ortográfico), o meu sincero obrigado.

 

A questão da violência psicológica e doméstica, seja num casamento ou no namoro, de homem contra a mulher ou da mulher contra o homem é um tema sensível e complexo ao qual não podemos simplesmente fechar os olhos. O livro de E. L. James não passa de pura ficção mas em alguma realidade se baseou... e, quantos de nós, ao lerem o livro, não sentiram que conheciam aquilo de algum lado? Aquela história ou aquele sentimento? Eu sim, confesso: momentos em que identifiquei com o meu passado ou com a história de alguém. A velha mania de dar um final feliz às histórias e de transformar os maus em bons... A linha que separa a ficção da realidade é frágil e o final é sempre distinto. 

Um mar de livros... estou a ler,

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