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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Obrigado,


M*

20.11.14

pelos destaques, 

Captura de ecrã 2014-11-20, às 08.53.30.png

Captura de ecrã 2014-11-20, às 10.54.19.png

Escrevi o texto destacado há algumas semanas, talvez aquando da divulgação do segundo trailler do filme e depois de mais umas quantas partilhas excitadas do mesmo no facebook. É um daqueles textos que ficam a fermentar nos rascunhos como que esperando pela melhora altura para o publicar... e, sem qualquer motivo ou talvez porque não tinha mais nada para escrever, acabou publicado à dois dias. Escrevi o que me veio à alma, consciente despertaria amores e ódios de quem lê-se. Jamais imaginei que fosse alvo de destaque. Mas, ainda bem que o foi... Li comentários que me fizeram reflectir, algumas opiniões contrárias mas fundamentadas e os típicos comentários negativos e sem fundamento (que, não merecem qualquer atenção). A todos, do mais positivo ao mais negativo (mesmo aos que me crucificaram pelo erro ortográfico), o meu sincero obrigado.

 

A questão da violência psicológica e doméstica, seja num casamento ou no namoro, de homem contra a mulher ou da mulher contra o homem é um tema sensível e complexo ao qual não podemos simplesmente fechar os olhos. O livro de E. L. James não passa de pura ficção mas em alguma realidade se baseou... e, quantos de nós, ao lerem o livro, não sentiram que conheciam aquilo de algum lado? Aquela história ou aquele sentimento? Eu sim, confesso: momentos em que identifiquei com o meu passado ou com a história de alguém. A velha mania de dar um final feliz às histórias e de transformar os maus em bons... A linha que separa a ficção da realidade é frágil e o final é sempre distinto. 

*Sobre (a excitação em torno de) As Cinquenta Sombras de Grey.


M*

18.11.14

Talvez seja problema que, sei lá, sou um tanto ou quanto exagerada ou, quiçá, seja um bocadinho anormal mas, sinceramente, não entendo o alarido em torno da adaptação cinematográfica de As Cinquenta Sombras de Grey. Sim, leram bem: eu, M*, não entendo o entusiasmos mundial e excitação feminina para com os livros e futuros filmes de E. L. James...

 

Bom, vamos por partes...

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 (poster oficial)

 

Eu li os livros. Ou melhor, eu li o primeiro livro e metade do segundo. Li pelo mesmo motivo que quase todas leram: curiosidade. Confesso: do primeiro gostei. Parecia uma espécie de história à Cinderela (talvez não seja a escolha mais acertada, mas não me lembro de outra história) dos tempos modernos. E, admito (se a memória não me falha), gostei dos gestos românticos e dos sentimentos de preocupação e conquista de Christian Grey. Do segundo livro, o mesmo já não posso dizer. Consegui, a muito custo, chegar a meio do livro. Não gosto de deixar livros por ler mas, foi-me impossível terminar a leitura: quando tenho necessidade de saltar partes, o interesse e entusiasmo pelo livro acaba por morrer. Sim, leram bem... na ânsia de tentar ler o livro até ao fim, saltei as partes de sexo que, embora diferentes, tornam-se sempre o mesmo. E, bah, eu não sou nenhuma santa, gosto de sexo e tenho as minhas fantasias sexuais, algumas retratadas no livro mas, sei lá, aquilo era exagerado... a cada duas páginas (e, mais uma vez, se a memória não me falha) uma nova cena de sexo... irra! Quanto ao terceiro livro, nem quis saber... contentei-me com o relato entusiasmado das minhas amigas e colegas, suspirando por Grey. 

 

Segunda parte: a Anastacia é uma tipa sem sal a quem, por diversas vezes, me apeteceu entrar no livro e abanar a moça; e, o Grey, um gajo obsessivo, ciumento, manipulador e machista. Os gestos que gostei no primeiro livro, transformaram-se em cenários violentos de um namorado abusador. Enquanto amigas e colegas sonhavam tornar-se a Anastacia da vida real, eu questionava-me se achariam graça a um Christian real chantagista e possessivo, que as tenta afastar do melhor amigo e de tudo o que seja elemento masculino... talvez o problema seja meu que, exagero sempre um bocadinho e, em verdade se diga, não passa de um livro. Mas, quando, na altura, me apelidaram (as amigas) de exagerada, propôs-lhe o exercício simples de tentar imaginar um namorado como o personagem, relatando algumas das passagens do livro... e, a custo, lá cederam e concordaram comigo... Eu nunca deixaria que o meu namorado me tratasse assim ou sequer me tentasse controlar mas, oh, o Grey é tão charmoso e é esse lado possessivo que o torna encantador! - respondia-me elas.

 

Por último, eu tenho curiosidade em ver o filme. Sim, eu quero ver o filme. Inclusive, acompanho a página de facebook do filme e já vi os dois traillers. E, depois destas minha exposição negativa sobre os livros de E. L. James, porque raio ainda quero ver o filme? Essencialmente porque quero ver como irão transformar um livro que, mais não é, do que uma versão pomposa do kamasutra, em filme, sem o transformar numa pornografia barata de um qualquer site do género. E, porque, também, tenho interesse em ver como os actores interpretaram as personagens (sobretudo, depois da escandalosa escolha em torno do actor que dará vida a Grey). Mas, não pensem que tenciono ir a correr para a sala de cinema ou enfiar-me numa fila de quatro horas para comprar o bilhete (prevejo este cenário aquando da estreia). Não, nem pensar... 30 km entre a santa terra e a sala de cinema mandam mais do que um Grey (e nem falemos no preço absurdo dos bilhetes). Quando, e se algum dia chegar ao mundo da internet e dos filmes online, logo os vejo (aos três ou mais, não vá alguém lembrar-se de dividir o último livro em duas partes)... e, sinceramente, se não o vir, é-me igual.

 

Em resumo, nem todas as mulheres são Anastacias e, nem todos os homens são Greys, a considerarem-se donos das namoradas ou esposas. Admito que tenho uma visão romântica das relações: sim, eu quero alguém que me defenda e proteja, que esteja ao meu lado mas, acima de tudo, que respeite me respeite e aceite o meu espaço, as minhas amizades e as escolhas que tomo... não preciso de alguém que me vigie e me diga com quem devo falar ou estar (ou, inclusive, o que comer). Até porque, os Greys e Anastacias da vida real, muitas vezes, acabam em tragédia...

 

 

* (o título foi propositadamente colocada assim, uma vez que se trata de uma opinião (aliás, como tudo o que escrevo)... antes que alguma doidona pelo livro/filme me critique)

** (e não, não li mais nenhum livro do género)

Conversas de café | 3


M*

17.11.14

Não o conhecia de lado algum. Queixava-se que todos, amigos e colegas, o gozam pela falta de cultura geral; fiz umas perguntas que, achava eu, eram daquelas básicas... portanto...

 

diz que a princesa Diana de Gales era princesa espanhola(como se não bastasse) Gales fica na América

 

(esta foi mais ou menos a minha expressão)

 

...escutado da boca de um jovem de vinte anos. A gargalhada foi geral. Das duas uma: ou gozava comigo ou, de facto, cultura geral não é o seu forte. Prefiro acreditar na primeira hipótese.

 

(eu, acrescento, a culpa disto é dos Índios viverem em África)

Sinto falta de dias assim,


M*

16.11.14

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Sinto carência de um dia assim, tu e eu, num quarto recheado de nós. Um dia entre lençóis, enquanto a chuva se faz ouvir, como se fosse a nossa música. Sinto saudades desses dias, dos dias de Inverno e de nós dois... do frio  que nos aquecia a alma. Um dia a ver filmes estúpidos, acompanhado por gargalhadas e pelo vento. Sim, sinto falta de ti, de nós dois. A felicidade são dias simples, sem planos, nem passados ou futuros, apenas o momento preenchido de nós. Desculpa, o meu coração é idiota... sentir falta de quem, um dia, tanto mal nos fez. Sinto falta de te ter só para mim. Carência de ti... que pura burrice! Mas, sei lá, vai na volta, que o coração é maldoso, e nem é de ti que sinto falta... talvez seja isso, o coração a brincar com a ausência no agora de quem se tornou uma lembrança. É isso, sei que é isso! Tu, memória de um passado, não é de ti que sinto falta, mas sim de quem nem não conheço... que mora lá nas memórias de um futuro que desejo tornar reais. 

Follow Friday | Magda Pais


M*

14.11.14

Diz que hoje é dia de follow friday e eu, de entre tantos que teria o maior prazer em mencionar, tenho um com quem partilho o bichinho dos livros, o gosto pelo programa Factor X e problemas com botas. Falo do blog da minha sempre simpática Magda Pais,

 

StoneArt Portugal

 

E, se a memória não me atraiçoa (ainda nem cheguei aos 30 mas esta minha cabeça é um bocadinho despistada) tudo começou por um livro. Dos livros às palavras de conforto foi um passo e, é sempre com enorme prazer que as recebo... e, porque não é todos os dias que, do nada e sem nos conhecer, só para nos animar um bocadinho, alguém está disponível para partilhar uma história pessoal, como ela o fez. Em StoneArt, para além de livros (muitos), fala-se em História e curiosidades, no quotidiano e aventuras que lhe preenchem os dias. Pelo afecto, pela simpatia e pelas palavras amizade mas, também, pela incompreensão de quem nos rodeia em relação ao bichinho dos livros, aconselho a seguir o blog da Magda. Uma casa recheada de coisas boas e que aconselho a entrar... sem receios.

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