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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Sobre o gravíssimo fanatismo...


M*

25.09.14

O meu irmão apareceu, à uns dias, na Sporting TV. Um bocadinho de nada, numa casa de adeptos, uma coisa minúscula que nem se notava. Quase teve um enfarte. Quase desmaiou. Quase tudo... Era tal o entusiasmo que quase chorava. O meu irmão, um homem quase feito, teimoso que nem uma mula, quase chorava por aparecer no Sporting TV. O grau de fanatismo do meu irmão é este. Grave, muito grave, certo?

O meu irmão é o mesmo que, com uns 15 anos, ainda não sabia se queria ser portista, benfiquista ou sportinguista... sim, ele passou de troca-clubes, vira-casacas ou o que lhe queiram chamar para um fanático louco pelo Sporting. 

É, nestes momentos, que acredito piamente que o rapaz foi trocado na maternidade, adoptado ou um extraterrestre enviando para testar alguma coisa...  

Sobre a felicidade.


M*

25.09.14

A felicidade é feita daqueles pequenos nadas do dia-a-dia. De momentos, gestos e lembranças. A felicidade é o carinho e a amizade que nos retribuem do simples nada. E, a felicidades está aqui, neste blog, nas palavras de carinho, nos gestos de amizade, numa lembrança como está...

 

(fotografia da autoria de Sofia Margarida)

 

Obrigada Sofia Margarida pelo teu email... e por te lembras de mim e da minha frase. Consegues imaginar o meu sorriso pateta quando abri o teu email? Mais uma vez, obrigada por este momento.

Aproveito e deixo o meu especial obrigado a todos aqueles que por aqui passam. 

Não existe um caminho, algo ou alguém... é nesta simplicidade que consiste a felicidade e é nisto que eu acredito.

Relfies ou a versão moderna do amor.


M*

23.09.14

Relfies, é este o nome atribuído às fotografias do casal mais romântico e lamechas que povoa o teu facebook. Não, a invenção não é minha, quem o diz é um estudo desenvolvido por um psicólogo americano. Uma relfie mais não é do que o auto-retrato de um casal, quase sempre acompanhado de frases e promessas de amor eterno. Em resumo, o estudo diz que os casais que publicam relfies e outras informações sobre o relacionamento, como a alteração do estado no facebook, tendem a ser mais felizes. 

Modernices... relfies, a versão moderna do amor nas redes sociais.

 

 

Conheço um casal, na minha rede social, com as características descritas. Ou melhor, conheço-o a ele. Caloiro de curso, refilão e com as ideias um bocadinho fora do lugar (nada de especial). O mural de ambos é, resumidamente, o dia-a-dia de ambos. Publicam tudo. Desde o pequeno-almoço à hora do deitar. Os auto-retratos (ou selfies, como queiram) acompanhados de juras e promessas de amor eterno. São poucas as fotos com amigos. É só ele e ela... e o cão (ou o filho de ambos, como eles dissem). Após um ano e meio de namoro, estão noivos. Fico feliz por ambos, apesar do nível de lamechices, fico contente por eles. Gosto de ver casais assim, amorosos e felizes.

Mas... existe sempre um mas... ainda me recordo de este mesmo rapaz estar noivo de outra moça e, aquando do fim, se lamentar. No anterior relacionamento, como no presente, choviam relfies e declarações de amor eterno. Viveram juntos. Mudaram-se de país. Compraram um cão (o mesmo, que agora é partilhado pela outra). Ficaram noivos. E, um dia, puf... começaram a chover lamentações sobre a solidão e o abandono. Recordo-me de, na época, ainda a estudar, o padrinho de curso do moço comentar o tema e dizer que não entendia o que se tinha passado com eles... dizia ele 'tanto amor no facebook e quando os via, sempre tão felizes e depois isto... e eu que já tinha comprado o fato para o casamento!'. E, foi vê-lo desaparecer com aquela amor do facebook... como se a pudesse apagar da vida.

Também eu, no passado, me deixei seduzir e levar pela publicação de um auto-retrato, de um novo estado, de uma frase romântica. Sem exagero. O meu facebook não se tornou numa espécie de altar de veneração ao meu (ex)namorado... 

Sou apologista do não excesso. Gosto de ver e saber que amigos e amigas começaram relações ou que vivem dias felizes. Gosto de saber que o amor bateu à porta de alguém ou que veio para ficar e durar. Mas nem oito nem oitenta. Acredito que, quem como eles chega ao exagero no romantismo e eterno amor, precisam de demonstrar alguma coisa... uma perfeição que não existe. Uma tentativa de mostrar segurança na insegurança provável de uma relação. Como se a relação só existisse para o demonstrar no facebook.

Sou romântica à moda antiga. Acredito que o amor não é para ser partilhado por todos, deve ser privado, restrito a quem o vive. Uma ou outra fotografia ou uma frase mais romântica fica sempre bem e é bonito de se ver, mas sem exagero. O amor, por mais (in)perfeito que seja, não é para ser vivido nas redes sociais. É para vivido e saboreado, um dia de cada vez. 

 

* (e, sobre o amor na era virtual, aconselho a ler a crónica Amor 2.0)

Carta a S. Pedro.


M*

22.09.14

Querido S. Pedro,

 

Eu sei que não sou muito devota, nem muito ligada a estas questões da religião, mas o que tenho para te pedir é algo tão, mas tão simples. Como sabes (ou talvez não saibas) tenho alguma (ou melhor, muitíssima) dificuldade em encontrar botas de cano alto. Não que seja esquisita (falamos de botas, não de sabrinas ou ténis, sim?) mas porque raramente me servem na barriga da perna. Portanto, querido S. Pedro, podes dar-me mais uns dias de pés ao léu? Hum? Nada de mais, pois não?

Ou, em alternativa, podes levar-me ao encontro de umas botas... ou o contrário, como queiras. Desde que sejam simples, de salta baixo e ao alcance da minha carteira de desempregada, não tenho qualquer problema. Foste tão gentil comigo à uns três anos (tu ou alguém que, provavelmente farto das minhas lamentações sobre botas de cano alto, lá se resolveu a colocar-me umas no meu caminho)... não era pedir muito, pois não? Sê bom para mim, novamente... sim? 

 

Um beijinho desta vossa devota, *

M*

 

* (devota às vezes, eu sei... mas um bocadinho de graxa nunca fez mal a ninguém... e, confessa lá amigo, tu até achas piada.)

Domingo à noite...


M*

22.09.14

A minha noite de domingo resume-se a,

 

chá - para combater o frio;

final da novela - esperava um bocadinho mais, um final diferente... inesperado já ele foi, mas faltou qualquer coisa;

manicure;

Factor X - gosto imenso deste género de programas e do Manzarra; *

e computador.

 

Mudei uma vez para a Casa dos Segredos: bastou ver a Teresinha aos berros para mudar de canal. Não vi a estreia da Casa dos Segredos nem precisei: bastava actualizar o meu facebook para ler comentários de amigos, colegas e conhecidos sobre os meninos e meninas a concurso. Portanto, sei que entrou um gajo muita esquisito, um tipo que foi casado com aquela Gisela-qualquer-coisa, uma gaja que nunca fez nada na vida nem quer fazer e alguém que considera o dinheiro a coisa mais importante da vida. Mais do mesmo... e, muito material para a malta das Ciências Sociais e do Comportamento trabalhar. ** 

Ou seja, mantenho-me fiel aos meus queridos júris do Factor X... 

 

* (alguém viu o senhor de Vila Nova de Famalicão a cantar? lindo, lindo, lindo!) (e já referi que acho o Manzarra giro?! sim, é giro!)

** (coisa pouca... trabalho para uma tese de doutoramento, quiçá!)  

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