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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de M*

Das voltas da vida.

Não devia, eu sei que não devia nem me faz bem, mas ando à uns dias a cismar com isto. Não o partilhei com ninguém na esperança de o esquecer, mas a verdade é que não consigo, mais tarde ou mais cedo reaparece na memória... e dói.

 

 

Faz hoje duas semanas que uma colega minha viu o meu ex-namorado, todo pimpão que quase nem o reconheceu, passear na companhia da namorada. Para a minha colega, quatro anos é mais do que suficiente para se esquecer a única pessoa que nos mostrou o lado bom e o lado negativo de amar alguém... e devia. Portanto, ligou-me no mesmo dia que os viu, para me descrever a fisionomia da namorada dele, assim como a dele. Eu já sabia, de à muito tempo, que ele tinha uma nova namorada: não tinha passado nem um ano desde o nosso fim, quando descobri que ele já tinha uma nova relação... só não sabia, e pela descrição que me foi feita (o dobro do meu tamanho, de cabelo encaracolado e escuro), que ainda mantinha a mesma. 

Quando terminamos, vivi uma fase muito dura, em que quase nada recordo e me deixei ir ao fundo do poço. A decisão de terminar foi minha. Acreditava que, quiçá ele percebe-se que não estava bem e que só precisava de uns tempos para entender o que queria de mim, da vida, de nós. Parvoíce minha pensar assim e achar que o amor é um conto de fadas. Na altura, quando conversamos, entendeu bem: mostrou-se compreensivo, prometeu não se afastar e ajudar-me. Mas, uns dias depois, descobri da pior forma que tudo isso não passaram de bonitas palavras... depois do nosso fim, e uns meses depois, ainda me mandou uma mensagem privada para o facebook mas, magoada com todas a as atitudes dele, fui incapaz de responder bem, tendo ele contra-atacado com todos os insultos e mais alguns que se lembrou. O amor não é um conto de fadas e devemos duvidar sempre de alguém que diz ser capaz de lutar por nós aqui e no fim do mundo.

Os meses foram passando e, depois deste último contacto, não o voltei a ver. Foram meses complicados: todos me diziam ainda bem que vocês acabaram, porque ele não te merecia ou com ele, tu não eras a mesma pessoa, ele não te fazia nada bem ou agora é que tu vais encontrar a pessoa certa para ti. Mas, para mim, nada daquilo fazia sentido e só queria entender o que tinha feito eu de tão errado. Tive uma fase em que me responsabilizava, outra em que o odiei e esperava que a vida o castigasse e outra, a de agora, em que entendo que o erro foi dos dois... não existe um culpado, ambos somos culpados. Tive fases em que evitava voltar aos sítios onde outrora estivemos e outras em que visitava o facebook dele quase diariamente. Passaram-se quase quatro anos, mas levei três (para não dizer, quatro) para compreender que não podia viver mais do passado, de visitas ao seu perfil, de pensar nele e afins.

No dia em que a minha colega me falou sobre ele, o meu coração disparou, mas resisti à tentação de o ir ver às redes sociais (à uns meses que não o procuro). Não sei se algum dia o meu coração deixará de disparar idiotamente sempre que ouve o nome dele... afinal, dizem que o primeiro amor é sempre o mais difícil de esquecer. 

Embora não pense nele como no passado, não consigo deixar de pensar nas voltas que a vida deu e naquilo que me parecer ser um esquecimento da vida, do destino, de deus, ou de maomé (ou outro nome qualquer) para comigo; vejamos:

O ex mantém, embora não goste, o seu trabalho = Eu, no agora, às dezenas de CVs que vou enviando, obtenho uma a duas respostas negativas e nenhum trabalho.

O ex, embora com pouco dinheiro e segundo o que vi nas redes sociais à meses, viaja imenso = Eu, faço ginástica para conseguir comprar um livro.

O ex mantém-se na cidade = Eu voltei para a santa terrinha (a mesma que tantas vezes disse que não voltaria).

O ex saiu de casa dos pais e foi viver com a namorada = Eu, aos 26, regressei à casa dos meus pais.

O ex mantém uma vida social = Eu já não sei o que isso é à muito tempo.

O ex emagreceu = Eu, desde que regressei, engordei... e não consigo arranjar motivação.

O ex namora e aparenta felicidade = Eu, à quase quatro que não consigo envolver-me com ninguém... e juro que tentei.

Para muitos, quatro anos parece pouco mas, para mim, quatro anos é demasiado tempo. Não é o facto de saber que o meu ex esta com alguém que me entristece, é o facto de saber que a minha vida mudou e nada de bom me trouxe... evolui-o para muitos e eu? Quando penso que já passaram quatro anos, inevitavelmente, penso no tempo a que estou sozinha. Sei que tudo passa... julguei que a dor do fim de uma relação não passa-se, mas passou.

Infelizmente, o ano de vida que partilhei com ele mostrou-me o lado bonito do amor, mas também me mostrou o quão duro e doloroso pode ser. O fim e os acontecimentos seguintes, tornaram-me uma pessoa mais fechada e fria, com medo de reviver o passado... quando percebo que pode existir um suposto interesse do sexo oposto (porque sei que já aconteceu), fecho-me, afasto-me, finjo que não sei de nada. Embora esteja cansada de estar sozinha, também tenho demasiado receio... às vezes tenho vontade de cometer uma loucura mas, depois, penso nas consequências. E, depois, não me consigo imaginar com ninguém...

Talvez ele tenha razão e eu não passe de uma burra excessivamente sonhadora.

Simplesmente... estou cansada de me sentir vazia.

 

ps. Atenção que, embora no passado lhe deseja-se todo o mal do mundo, sinto-me feliz por saber que o meu ex é feliz e desejo-lhe que assim continue. Não lhe guardo rancor ou ódio, apenas mágoa. E, a ela, apenas espero que não passe pelo que passei e seja igualmente feliz...

Dos outros 4

Porque, simplesmente...
...porém, esse dia parece difícil de chegar.

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É a primeira vez que participo neste desafio do Sapo Blogs. E, por ser a primeira vez, queria que fosse sobre algo que me tocou imenso. Nunca comentei, embora o siga religiosamente, porque simplesmente acho admirável as atitudes descritas.

Acredito que são as pequenas coisas do dia-a-dia que definem o significado de felicidade... são os pequenos gestos de uma ajuda inesperada, os pequenos encantos de um obrigado, o sorriso de saber que, provavelmente, mudamos um bocadinho do dia de alguém. E, é disto que fala a Catarina d' Oliveira no seu blog,

 

Happiness: only real when shared

 

Porque podemos fazer da vida um lugar colorido e melhor... com pequenos bocados de nós. 

 


ps. E, porque acredito em tudo isto e em muito mais, hoje, como já no passado o tinha feito, inscrevi-me no banco de voluntariado... com mais ou menos tempo, todos podemos fazer a diferença.

Um mar de livros... estou a ler,

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