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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 28 anos*

Um Mar de Pensamentos

Eu, a minha irmã e os livros.

O primeiro livro que li de Carlos Ruiz Zafón foi A Sombra do Vento e, até hoje, tornou-se num sério caso de amor ao autor. 

Li-o porque alguém falava constantemente do autor e do quão louco e fã se tornar depois de ler aquele livro, assim como pelas críticas positivas ao autor e ao livro. Confesso que, numa primeira fase, não gostei muito. Achei-o aborrecido. Maçudo. Nada de especial. Depois, porém, relembrando as palavras dessa pessoa, persisti, insisti e não me arrependi. Simplesmente adorei-o.

Tornou-se dos meus favoritos, deixou uma marca especial, entrou no meu top de livros. Hoje em dia, só me arrependo de ter optado pela versão de bolso em vez de investir os 20 e muitos euros que ele custava.

Sublinhei-o imenso. Quando gosto de um livro, quando me identifico com ele, gosto de sublinhar, a lápis, aquilo que mais me marcou. Adoptei, à muito tempo, o lema da minha professor de português: quando marcamos um livro, seja de que forma for, ou porque nele escrevemos ou porque nele sublinhamos, mostramos o amor que temos a um livro e o quanto significa. 

Zafón tornou-se, assim, num dos meus autores preferidos. A única desilusão que Zafón me deixa é o desejo amargo de querer mais... mais e mais. Cada livro que li deste escritor deixa-me um sentimento de nostalgia. Serei a única com esta paranóia sobre Carlos Ruiz Zafón?

A minha irmã não tem o bichinho dos livros. Mas diz que vai ler Marina de Carlos Ruiz Zafón.

Cansou-se de livros sobre vampiros que nunca termina. Quer um livro mais adulto, que a agarre e que seja meio romântico. Lembrei-me d' A Sombra do Vento mas, sabia que, provavelmente não o acabaria. Por isso, aconselhei-lhe Marina, assim como, John Green e A Culpa é das Estrelas. Ela leu as sinopse e levou o primeiro para a cama. Diz que depois lê A Culpa é das Estrelas.

Será que é desta que consigo incutir um pouco de amor aos livros à minha irmã de 16 anos? 

Conversa de café.

Durante a tarde, numa conversa de café, ouvi isto: 

 

Homem que é homem bebe pela garrafa |a cerveja|. Quem bebe pelo copo é um maricas de m***.  

 

Convém acrescentar que moro na zona Norte, em que o uso de palavrões é dominante.

Sobre o senhor em causa: não há-de ter mais de 40 anos, é casado, com filhos e um velho conhecido da terra por não esconder as suas opiniões sobre as mulheres, estrangeiros e homossexuais. 

...

Gostei da nova "decoração" :)

 

, ao anónimo ou anónima pela mensagem. 

Inspira-me 2 | Dívidas Literárias

Mais ou menos graves e independentemente dos motivos e das circunstâncias, todos nós, em algum momento das nossas vidas contraímos algum género de dívida.

Eu, tal como ela, também contrai as minhas dez dívidas. Calma, não pensem mal, neste momento são dez as minha dívidas literárias que compartilho convosco. 

 

1. Terminar de ler Prometo Falhar,

Pedro Chagas Freitas escreve de forma encantadora. O escritor de Guimarães reuniu uma série de textos que falam sobre o amor: o amor dos namorados, o amor dos casais, o amor dos pais para com os filhos, o amor entre irmãos. Gosto. Aliás, não gosto, adoro. Mas, tal como tenho falhado na escrita, também falhei na leitura e não tenho tido vontade de ler (ando numa fase mais apática e negativa, em que nada me atraí ou me motiva). A probabilidade de começar a chorar com as palavras escritas em Prometo Falhar, numa altura em que me sinto mais em baixo, é elevada. Mas eu prometo, prometo que vou terminar a leitura antes do final do mês.

 

2. Terminar a leitura de Chocoólico,

Recebi este livro no passatempo da Editorial Presença. É um livro leve, que fala sobre um obeso e a sua tentativa em perder peso. Embora o livro seja pequenino, perdi-me na leitura de Prometes? e, posteriormente, de Prometo Falhar. Ficou de lado e, até hoje, não lhe voltei a pegar. 

 

3. Ler todos os livros de Carlos Ruiz Zafón,

Já aqui referi que adoro, aliás, amo os livros do escritor espanhol. Li quatro (para muitos dizer que se ama um escritor pode ser perigoso), é-me difícil escolher qual o melhor dos que li (Marina, A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu) e estou ansiosa por ler todos os restantes. Não sei o que me atraí mais: se todo o mistério da escrita, se as aventuras, se a Barcelona descrita por Zafón (dos livros que li). É daqueles autores que não me canso. Devoro-o. Fazer o quê?

 

4. Tentar conseguir terminar a leitura de Mataram o Sidónio!,

Sempre gostei de História e, consequentemente, de livros históricos. Lembro-me que, quando o livro foi saiu, a primeira coisa que pensei foi: tenho mesmo de ler aquele livro! Embora Sidónio Pais não tenha tido tanto revelo como outras personagens históricas, ficou-me sempre o bichinho da curiosidade.

Porém, este livro, foi uma tremenda decepção. Pesado, chato, aborrecido. Ainda insisti e li até meio mas, não consegui mais. Ficou arrumado. Já pensei em vende-lo mas, ainda tenho para mim que se o livro ainda não saiu de casa é porque tenho de insistir e relê-lo. Há-de chegar o dia. Quando? Um dia.

 

5. Ler mais livros em espanhol, nomeadamente estes, 

 

6. Tentar ler um livro em inglês. Algo pequenino e simples, como um conto infantil. Recomendações?

 

7. Ler Orgulho e Preconceito,

Vi o filme mas não li o livro. Adorei o filme mas, por qualquer motivo, nunca li o livro... e, provavlemente, até foi o melhor, uma vez que me despertou curiosidade pelos detalhes que o filme não revelou. Bem sei que deveria ter sido ao contrário.

 

8. Ler livros dos autores portugueses Miguel Sousa Tavares e José Luís Peixoto,

Nunca li nenhum livro deles. Tenho muita curiosidade. Fazem parte da lista mas ainda não se proporcionou a leitura. Conselhos?

 

9. Ler alguns dos últimos livros que me deixaram mais curiosa,

O meu  Zafón lançou outro livro? Só contava com ele, tal como diz o livro, em Setembro. Definitivamente tenho de me despachar na leitura. 

 

 

Entre outros. A lista é enorme! 

 

10. Ler os livros que os livros que comprei e nunca li,

(os dois primeiros resultam do passatempo da Editorial Presença)