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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Dito pela minha irmã adolescente.


M*

30.05.14

Oh mana, se comprares tinta dos chineses consegues pintar o teu carro todo?

 

Aquilo que mais admiro na minha irmã adolescente é a inocência e o impulso com que diz as coisas. Como se tudo na vida fosse tão simples como entrar numa loja de chineses. 

Eu quero! Eu quero!


M*

29.05.14


Quando é que este kit chega a Portugal? Eu quero muito, muito, muito! 

Mal abro o Facebook...


M*

29.05.14

...dou de caras com as fotografias do aniversário de uma conhecida. Ao 'cuscar' as imagens, o meu único pensamento que tive foi,

 

Mas quem é que oferece como presente de aniversário, um champô?! Ao menos se fosse uma marca toda xpto...!

Aos 25 descobri que devo ter qualquer coisa de Madre Teresa.


M*

28.05.14

Aos 25 (quase 26) descobri que devo ter qualquer coisa em mim de Madre Teresa de Calcutá.

Sempre me perguntaram como é que eu tinha paciência e capacidade de aturar certas coisas e pessoas, como é que mantinha a calma para não desatar aos berros na primeira oportunidade ou a dizer à alminha que me pedia ajuda que, como se diz aqui pelo Norte, 'desemerda-te'. Confesso que, nem eu mesma sei onde vou buscar essa capacidade. Mediante as situações, raramente expludo e, quando acontece, os alvos da minha descarga são familiares (nada que não passe rapidamente).

Mas, esta alminha, está a pedir uma resposta do género,

 

Filha, arranja-te. Eu também já passei por isso e fiz sozinha os meus trabalhos, sem qualquer apoio. S-O-Z-I-N-H-A!

 

Resumidamente, desde segunda-feira, tenho uma miúda que nunca vi, embora tenhamos frequentado o mesmo curso, a moer-me a paciência. Pede-me ajuda com trabalhos, pede-me outros trabalhos, pergunta-me sobre estágios e opções. E eu, que sou um coração mole, vou-lhe respondendo: envio-lhe o que fiz no passado, dou-lhe indicações para melhorar e coloco a minha criatividade ao seu dispor para lhe sugerir como fazer a apresentação. Desliguei, hoje, inclusive o chat do facebook para evitar cair na tentação de ficar até às duas da manhã a ajudar mas, mesmo assim, não resisti... enquanto escrevo, estou a falar com ela. Fazer-me o quê?

Eu, a minha irmã e os livros.


M*

27.05.14

O primeiro livro que li de Carlos Ruiz Zafón foi A Sombra do Vento e, até hoje, tornou-se num sério caso de amor ao autor. 

Li-o porque alguém falava constantemente do autor e do quão louco e fã se tornar depois de ler aquele livro, assim como pelas críticas positivas ao autor e ao livro. Confesso que, numa primeira fase, não gostei muito. Achei-o aborrecido. Maçudo. Nada de especial. Depois, porém, relembrando as palavras dessa pessoa, persisti, insisti e não me arrependi. Simplesmente adorei-o.

Tornou-se dos meus favoritos, deixou uma marca especial, entrou no meu top de livros. Hoje em dia, só me arrependo de ter optado pela versão de bolso em vez de investir os 20 e muitos euros que ele custava.

Sublinhei-o imenso. Quando gosto de um livro, quando me identifico com ele, gosto de sublinhar, a lápis, aquilo que mais me marcou. Adoptei, à muito tempo, o lema da minha professor de português: quando marcamos um livro, seja de que forma for, ou porque nele escrevemos ou porque nele sublinhamos, mostramos o amor que temos a um livro e o quanto significa. 

Zafón tornou-se, assim, num dos meus autores preferidos. A única desilusão que Zafón me deixa é o desejo amargo de querer mais... mais e mais. Cada livro que li deste escritor deixa-me um sentimento de nostalgia. Serei a única com esta paranóia sobre Carlos Ruiz Zafón?

A minha irmã não tem o bichinho dos livros. Mas diz que vai ler Marina de Carlos Ruiz Zafón.

Cansou-se de livros sobre vampiros que nunca termina. Quer um livro mais adulto, que a agarre e que seja meio romântico. Lembrei-me d' A Sombra do Vento mas, sabia que, provavelmente não o acabaria. Por isso, aconselhei-lhe Marina, assim como, John Green e A Culpa é das Estrelas. Ela leu as sinopse e levou o primeiro para a cama. Diz que depois lê A Culpa é das Estrelas.

Será que é desta que consigo incutir um pouco de amor aos livros à minha irmã de 16 anos? 

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