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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Dia da Terra


M*

22.04.14

Para celebrar o Dia da Terra, que se comemora hoje, dia 22 de Abril,  a NASA lançou o desafio: tirar as já famosas "selfies" tendo como cenários montanhas, rios, lagos, ou seja, cenários relacionados com a Terra. A ideia é criar um painel global com fotografias tiradas pelos habitantes de diferentes pontos do planeta Terra, divulgando-a nas redes sociais com a identificação de #GlobalSelfie. Simples, engraçado e diferente.

Embora para mim, o termo "selfies" não passe de um conceito da era moderna, uma foram diferente de dizer aquilo que sempre existiu, acho piada a tudo o que seja diferente dos habituais auto-retratos. Como tal, a NASA pode contar com a minha participação no painel das GlobalSelfie... e espero que Portugal conte com muitas GlobalSelfie.

 

A primeira etapa.


M*

20.04.14

Vamos lá por partes: o facto de eu ter excesso de peso não significa que seja por excesso e abuso de doces. Nem todas as pessoas com problema de peso precisam de manter um grande problema com os doces, mas sim, com a comida em geral. 

Não sou daquelas meninas que se empanturra (embora já o tenha sido) de bolachas, pipocas, bolos, gelados e tudo o que haja de mais doce... ou que coma leite condensado e nutella às colheres. Também não sou daquelas que se excede nas comidas fast-food. A última vez que comi a chamada comida de plástico faz um ano.

Aliás, confesso, sou esquisita na comida. Tudo o que seja diferente do habitual é olhado de lado e com desconfiança. Caso a apresentação não me agrade, esqueçam, não me convencem. Sim, porque os olhos também comem. 

O meu ponto fraco é, inevitavelmente, o chocolate. Posso passar meses sem comer, mas sou menina para comer uma tablete todos os dias (basta sentir-me deprimida com o facto de estar sozinha - amizades - ou não conseguir um trabalho). É isso e ser, sem sombra de dúvidas, uma preguiçosa. Sou muito, mas muito preguiçosa.

Gosto de andar de bicicleta ou de fazer caminhadas mas, o primeiro que faça algo de modo a sair de casa... huy... sim, sou assim. Portanto, o meu problema é abusar no consumo de chocolate e dar-me para a preguiça.

Não é fácil aceitar que temos um problema e esse é precisamente o primeiro passo a dar para mudarmos a forma como nos vemos.

Já referi que, durante anos fui a patinha feia e gordinha da turma, sempre colocada em segundo lugar, a última a ser escolhida nos jogos em equipa. Para além de ser a gordinha, usava óculos fundo de garrafa, aparelho e um grave problema de acne (hoje, com 25 anos, ainda se mantém, embora em muito menor grau). Não só não aceitava que tinha um problema de peso, como também não aceitava os restantes problemas e, assim sendo, sem acreditar em mim, a comida tornou-se no primeiro refúgio. Ainda tentei forçar o vomito (porque na altura uma suposta amiga convenceu-me dos seus benefícios) depois de me descarregar na comida toda a minha raiva mas depressa percebi que não era a solução: ficava com a cara machada de vermelho e, ao fim de uma semana, a minha mãe deu conta de que todas aquelas marcas não eram somente de acne, oferecendo-me uma carga de porrada se descobrisse que andava a vomitar de forma propositada. Os meus excessos fizeram com que a balança aponta-se para três dígitos com apenas 18 anos. 

A entrada na universidade foi (provavelmente) o incentivo que me faltava, embora não da melhor forma: longe dos pais, fazia as refeições que queria e longas caminhadas para conhecer a cidade. Num ano perdi tanto peso que o meu pai julgou que ficaria doente. 

Porém, à medida que conheci a cidade, deixei-me de caminhadas e tornei-me preguiçosa... em vez de ir a pé, ia de autocarro. Nessa altura ainda meti na cabeça que ia para um ginásio. O facto de estar a pagar por algo era o meu foco de motivação (ainda não o referi, mas sou algo forreta com gastos supérfluos). Desisti da ideia quando descobri que o mais barato era frequentado por todo o tipo de pessoas, alguns para manter longe (segundo referencias da T., que conhecia a cidade). Actualmente, o único ginásio que existe na "santa terra" é extremamente caro e frequentado por altos elementos da "santa terra", portanto, prefiro manter-me nas caminhadas.

Felizmente, a "santa terra" é risca em paisagens atraentes e em diversidade e é isso que me vai motivando. Preciso sempre de algo que me motive. Todas as manhãs (bah, quase todas) lá vou eu, de fones nos ouvidos, a caminho do mar. Falta-me uma bicicleta e seria ainda mais feliz. 

Para a maioria das mulheres da minha idade, a motivação é entrar num biquíni no verão. No meu caso é vestir certas roupas sem parecer um saco de batatas com pernas. 

O primeiro passo é assumir que temos um problema e saber como contornar. Ninguém disse que seria fácil. Tenho dias em que o nego os meus problemas, outros em que só me apetece desistir e aceitar aquilo que sempre tive e, outros, ainda, em que não me vejo com problemas de peso. Eu acredito que ninguém escolhe ter excesso de peso, muito menos ser obeso (excepto esta), que são uma série de factores que nos deixam sem noção da nossa própria condição... mas, cabe a cada um de nós fazer o que estiver ao nosso alcance para o mudar. 

Estou na primeira etapa, é tempo de passar à segunda. Não posso viver eternamente como uma vítima das circunstâncias que vivi.

Agora fui... para a minha caminhada até ao mar.

E se fosse convidado para o seu próprio funeral?


M*

19.04.14

Um vídeo que me emocionou e me roubou as lágrima... 

Porque não acontece só aos outros. Não esqueçamos que todos nós somos os outros dos outros.

Gabo,


M*

18.04.14

simplesmente um eterno obrigado pelos agradáveis momentos de leitura que me proporcionastes. A literatura fica, desde hoje, um pouco mais pobre. Eis a minha singela homenagem. 

 

Nunca deixes de sorrir, nem mesmo quando estiver triste, porque nunca se sabe quem pode se apaixonar por teu sorriso.

Gabriel García Márquez,

1927-2014

Faz-me uma enorme confusão quando,


M*

17.04.14

independentemente das idades, uma mãe ou um pai tratam os filhos por 'você' (e vice-versa). 

Quando oiço um pai ou uma mãe referirem-se a um filho ou filha por 'você isto ou você aquilo' fico com a sensação de que se tratam de pessoas desconhecidas entre si, sem qualquer afinidade. É uma forma de educação mas, para mim, é agressiva, quase como que impondo distância entre elementos que deveriam ser unidas. 

Cresci a tratar os meus pais por 'tu', por papá e mamã, entre brincadeiras mas, sempre, com respeito. A tratar os mais velhos, os familiares mais afastados ou os desconhecidos por 'você'. Por isso, por muito que tente, acho agressivo assistir a esta forma de tratamento, inclusive entre irmãos. Cresci a andar ao murro e aos nomes feios com os meus irmãos e, como é visível por quem nos conhece, somos muito unidos: quando um está mal, os outros apoiam. Não ficamos traumatizados nem deixamos de falar por isso, temos os nossos feitios e, mesmo com idade para ter juízo, ainda andamos ao murro e aos nomes. 

A minha família não é um exemplo de perfeição, temos os nossos defeitos, ainda assim, tratar os meus pais e irmãos por 'tu' parece-me uma forma mais carinhosa e de afinidade do que por 'você'. 

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