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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 29 anos*

Tenho excesso de peso.


M*

31.03.14

 

 

Não é desde sempre, desde que nasci, mas desde os meus 10 anos, mais ano menos ano. Em tempos, o meu peso deixa-me frustrada. Era sinónimo de ser feia e de que nunca conseguiria ninguém. Nos tempos de escola, o drama do excesso de peso foi pior, com insultos diários ao qual se juntava o facto de usar óculos e sofrer com o imenso acne. Foram tempos difíceis em que julguei que a única saída fosse a morte.

A chegada ao ensino secundário melhorou um pouco mais a situação. O facto de não ser a única na turma com excesso de pesa traduzia-se em conforto. A (suposta) aceitação dos outros com as diferenças era reconfortante mas não me elevou a auto-estima perdida. A verdade, o acne, os óculos e o cabelo comprido não ajudavam a sentir-me confiante e bonita. Nesta altura tive a minha primeira paixão à qual a minha fraca auto-estima e confiança transformou num amor não correspondido.

A mudança aconteceria com a chegada à universidade. Era uma das caloiras e, posteriormente, das doutoras mais feias e forte mas, o tempo, traduziu-se em mudanças. Aprendi a gostar mais de mim e a usar troques que elevassem a minha auto-estima: perdi algum peso, cortei o cabelo, comecei a usar lentes, pintei o cabelo, comecei a usar maquilhagem, fiz tratamento para o acne, aprendi a vestir-me tirando partido do meu corpo. Embora ainda mantivesse o excesso de peso, a minha confiança aumentou um pouco mais. Consegui ter as minha primeiras aventuras amorosas, no entanto, só aos 20 é que consegui saber e sentir o que era um beijo. Aos 22, tive o meu primeiro e, até agora, com 25, único namorado. Embora ele gostasse do meu corpo, achava que poderia sentir-me ainda melhor e mais atraente se perdesse um pouco de peso. Nunca fez pressão para que seguisse o seu conselho, mas mencionava-o.

Hoje, com quase 26 anos, não me sinto mal com o meu corpo. Procuro formas de me sentir atraente e bem comigo mesma, não descuido a minha apresentação e procuro sair de casa sempre a sentir-me confiante com o que visto. Não considero que seja o meu excesso de peso a impedir-me de ter um novo relacionamento mas sim os traumas que a única relação me deixou aliado ao facto de não ter praticamente amigos.

Porém, às vezes vou abaixo e desejo ser como aquelas que aparecem com altos corpões... por isso, comecei a fazer algumas caminhadas/corridas, evitando alguns tipos de alimentos e comida e, em breve, comprarei uma bicicleta. Não consigo fazer uma dieta ou ser pressionada para tal. É claro que tenho uma meta e quero lá chegar, mas quero-o fazer ao meu ritmo, sem pressões. Não me sinto mal com o meu corpo, esta é a verdade. Pode parecer contraditório, mas só percebo que tenho excesso de peso quando não encontro o meu tamanho ou quando ele não me serve... aí, deixo-me ir abaixo. Mas, no meu dia-a-dia, sinto-me bem comigo própria. A maioria das pessoas nem me dá o peso real ou até me dizem que sou uma 'gordinha jeitosa'. Não quero nem gosto de seguir os estereótipos da sociedade, em ser magra é que é bonito. Não... para mim tal não é suficiente. O que eu quero é, acima de tudo, sentir-me ainda melhor comigo mesma... mais e mais, independentemente do que diga a sociedade que é bonito.

Obrigado Sapo!


M*

26.03.14

Fiquei bastante surpreendida com o destaque/recorte do Sapo sobre o meu Bolo Literário que nem palavras tenho para agradecer. Não escrevo com o intuito de receber comentários ou destaques, mas sim de desabafar e partilhar um pouco de mim num momento menos bom da minha vida... e foi tão boa a surpresa :)
Obrigada :)

Desabafo # 1


M*

23.03.14

Desconfio que o filho mais novo dos meus vizinhos apanhou-se com a casa vazia e aproveitou para fazer uma festinha... e eu com tanta comichão na palma da mão! Pelo menos escolhia umas musiquinhas mais alegres e dançáveis...

Inspira-me | Bolo Literário


M*

22.03.14

 A ideia é simples: fazer um bolo literário. A escolha dos ingredientes tornou-se difícil: cada livro é especial e existe sempre algo a retirar dele.... e eu não só adoro ler como leio bastante (embora este ano, as minhas finanças não me proporcionem muitas leituras). Em alguns casos, tornava-se difícil escolher apenas um livro mas o meu bolinho acabou por sair do forno e, embora não seja dada às lides culinárias, quer-me parecer que este bolinho até se tornou apetecível.

 

 

1. Farinha - Um livro que demoraste a começar mas depois apanhaste-lhe o passo conforme foste lendo.

    A Desumanização de Valter Hugo Mãe

Sempre tive curiosidade em conhecer este autor, desde que lerá uma crónica sobre a Máquina de Fazer Espanhóis. A Desumanização foi o primeiro livro que li e, embora a escrita seja algo complexa (e, tal como li naquela crónica, a roçar a escrita de José Saramago, acabei por adorar (ah, e sou fã incondicional de Saramago).

 

2. Margarina - Um livro que teve um grande desenvolvimento.

     Ele Está de Volta de Timur Vermes

Se não se tratasse de um tema tão sensível, o livro do alemão Timur Vermes vem que poderia ser a cobertura deste bolo literário. Inclui momentos cómicos e divertidos - as peripécias de Hitler com as novas tecnologias -, assim como tristes e de reflexão (por exemplo, sobre a forma como o povo alemão olha para os restantes países europeus). Sim, o livro aborda o regresso de Adolf Hitler à Alemanha do século XXI.

 

3. Ovos - Um livro que achaste que ia ser mau mas acabou por ser agradável.

     O Segredo de Compostela de Alberto S. Santos

Não sou religiosa. Acredito numa força superior - porque tenho necessidade de acreditar que existe algo mais do que nós -, de que nada é por acaso. Não atribuo um nome a essa força desconhecida à qual, mediante as religiões, lhe chamam Deus, Alá, Buda, etc.. Mas sou uma curiosa pela religião... e respeito as crenças de cada um. Não sei muito bem qual o motivo para, naquela tarde, enquanto procurava a minha próxima leitura ter acabo por comprar O Segredo de Compostela... talvez porque tenha crescido a ouvir falar no Caminho de Santiago de Compostela.

Começar foi difícil. Alberto S. Santos, neste livro (para já, o único que li), utiliza uma escrita complexa, de palavras nem sempre acessíveis ou habituais do nosso quotidiano. Porém, toda a história de vida de Prisciliano torna-se cativante e envolvente, procurando a cada página conhecer qual o seu final e qual o segredo que guarda a catedral de Compostela.

 

4. Açúcar - Um livro doce.

     A Vida no Céu de José Eduardo Agualusa

Um livro doce... docinho. A Vida no Céu dirige-se a todos aqueles que, como eu, se definem como sonhadores. Inclui um pequeno dicionário dirigido a todos os sonhadores e vale mesmo muito a pena ler.

 

5. Cobertura - Um livro que abrangeu todos os elementos que gostas num livro (momentos cómicos, acção, momentos tristes, etc...)

     A Culpa é das Estrelas de Johan Green

Uma mistura de alegria, amizade, tristeza, comédia. A Culpa é das Estrelas é um livro comovente e tocante sobre o amor e a amizade, a inocência e a tragédia... uma história que vale a pena ser lida e à qual eu estou ansiosa por assistir à adapção.

 

6. Granulado - Uma série em que pegas sempre que precisas de te animar.

     A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu - coleção/série de O Cemitério dos Livros Esquecidos de Carlos Ruiz Zafón

Simplesmente adoro o espanhol Carlos Ruiz Zafón. Os ingredientes da coleção O Cemitério dos Livros Esquecidos são simples: mistério, romance e amizade. Confesso que numa fase inicial em A Sombra do Vento, considerei o livro algo aborrecido mas, à medida que vamos evoluindo na história, a cada nova página, somos envolvidos por uma escrita simples, cativante e envolvente. Zafón é de tal maneira mágico que desperta a vontade em conhecer a Barcelona de Daniel Sempere.

 

7. Cereja no Topo - O teu livro favorito do ano (até agora).

     A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusak

Uma história apaixonante e marcante, uma adapção brilhante.

Praia... o meu lugar especial.


M*

21.03.14

Aquela praia onde me perco a contemplar o mar é especial. É diferente. Nela tento enterrar medos e receios, pedindo ao mar que transforma os meus sonhos e desejos em realidade.

 

 

Não, as parais não são todas iguais. Elas são diferentes. Não falo daquelas praias de Verão, mas sim daquelas parais de mar tempestuoso e revoltado, daquelas praias de Inverno.

O mar que as banhas é o mesmo, mas as praias, essas, são diferentes. São diferentes quem nelas procura o refugio. Diferentes nos pensamentos e segredos que escondem. Diferentes nos desejos e sonhos que nelas enterramos.

As praias não são todas iguais: são diferentes no Verão e no Inverno e os sonhadores, tais como eu, são todos distintos.

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