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Um Mar de Pensamentos

Um mar de leituras. Um mar de sonhos. Um mar de conquistas, lutas e fracassos. Um mar de mil pensamentos. O diário de Maria, 28 anos*

Um Mar de Pensamentos

Sinto a tua falta.

 

 

Passaram dois anos mas eu sinto a tua falta. Sinto falta do teu toque, dos teus lábios, do teu cheiro. Sinto falta das nossas brincadeiras, das nossas conversas, do que fomos. Sinto falta de ti e sei que apenas eu sinto essa ausência.

Passaram dois anos e eu ainda te sinto. Talvez seja a carência, a ausência de afectos e a solidão a falarem por mim mostrando-me que, quiçá, tenha tomado a decisão errada. Não sei o que é. Às vezes julgo que aquele ano contigo foram produto da minha imaginação e, nessa altura, revivo os nossos momento presos nas lembranças... e esquecidos numa caixa. Sonho contigo. Digo o teu nome... nem imaginas o quanto necessitava de um abraço teu, um beijo na testa e aquelas palavras que me animavam.

Lamento pelo que perdi, lamento pelo vazio em que se tornaram os meus dias. E, enquanto escrevo isto, fogem-me as lágrimas.

Sinto a tua falta... ou será que sinto a falta de alguém?

Dois anos depois ainda te escrevo...

Sabes que o dia te começa bem...

... quando acordas com uma bela dor de cabeça e ainda és obrigada a tomar banho de água fria porque o gás acabou.

Quando o facebook te faz relembrar o passado.

 

Aquele estranho momento em que dás conta que o perfil de facebook que estás a "cuscar" é o de uma antiga professora de educação física... precisamente aquela que nunca gostastes. E, aí, dás por ti a "cuscar" os amigos na esperança de encontrar antigos professores, de relembrares o passado... quando tudo era tão simples. 

E eis que...

... passado quase dois meses, retomo a escrever. Motivos? Essencialmente, por dois motivos: eis o primeiro e eis o segundo. Não que esteja à espera que o primeiro motivo evite o segundo, mas porque tenho esperanças de, como em tempos, desabafar e não me sentir tão só. Não que tenha muito a contar sobre a minha vida ou os meus dias, mas para ter uma forma de libertar o que me vai na alma. Sinto que se, volta e meia, não desabafar, expludo. Fico rabugenta e falo mal com todos... aliás, uma constante nos últimos meses. Volta e meia preciso de fazer coisas que me relaxem e escrever é uma delas (embora não seja grande coisa a escrever). Apenas preciso de escrever, deitar cá para fora o que me vai na alma e a quem não tenho a quem contar.

Falando um pouco sobre mim: tenho 25 anos, acabei o ensino superior à uns meses, encontro-me desempregada. A única relação que tive até hoje terminou à cerca de 3 anos e, ainda hoje, ele não me saiu dos pensamentos. Ah, e moro numa terra onde não tenho amigos, com quem falar ou sair para um café. Resumidamente, esta é a minha vida... vazia e solitária.